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Aromaterapia e Óleos essenciais

De amanhã até domingo estarei no IV módulo de minha Formação Internacional em Aromaterapia pela Academia Penny Price. É absolutamente incrível o quanto podemos aprender sobre saúde holística e óleos essenciais e depois ter a oportunidade de repassar o conhecimento e auxiliar os nossos interagentes na prevenção, manutenção ou tratamento da saúde física, mental e emocional.

Acompanhem pelo Instagram (@rehermes) ou pela nossa FanPage. Postarei novidades específicas a profissionais da saúde e também ao público em geral. E, em breve, maiores informações sobre óleos essenciais específicos aqui, em nosso blog.

Ótima semana a todos, grande beijo! A seguir, maiores informações sobre Aromaterapia.

Aromaterapia

            A definição dada pela Academia Penny Price é: “A aromaterapia é o uso controlado de óleos essenciais naturais para alcançar o equilíbrio e a harmonia para o indivíduo (mente, corpo e espírito).

            A Aromaterapia introduz óleos essenciais para o corpo através de variados e diferentes métodos, para atingir uma melhora na percepção de saúde e bem-estar. A definição de um óleo essencial é a seguinte: “Um óleo essencial é o todo e não adulteradas essências voláteis de uma planta aromática obtida por destilação ou expressão. (Shirley Price).

O que são óleos essenciais?

            Substâncias naturais, presentes nas plantas, responsáveis pelos odores aromáticos que nelas encontramos, sendo obtido este produto nobre, (primeiro) da destilação destas plantas aromáticas. Uma planta “dita” aromática é a que contém as substâncias que lhes dão os odores aromáticos em quantidade suficiente de princípios aromáticos e ativos para serem destilados pelo vapor da água. Estas substâncias estão presentes nas flores, folhas, casca de árvores, casca dos frutos cítricos, raízes, sementes e vagas, quase sempre em vegetais superiores.

Diferença entre óleos essenciais e essências

Os aromas naturais são extraídos diretamente das plantas, seja de sua raiz, de seu caule, de sua semente, de sua flor ou de seu fruto. Esses são conhecidos como óleos essenciais possuem propriedades e ação terapêuticas, além de propriedades farmacológicas e seu aroma é característico de acordo com a planta de onde foi extraído.

– Os aromas sintéticos são desenvolvidos em laboratórios e podem muitas vezes reproduzir com perfeição o aroma de couro novo ou de um pão recém saído do forno. Estes são substâncias mais baratas e agem apenas em nossa memória olfativa, já que não possuem ação terapêutica.

Como obtemos os óleos essenciais?

            Os óleos essenciais podem ocorrer em praticamente todas as partes de uma planta, por exemplo:

Bagas: pimenta do reino, zimbro.

Flores: lavanda, rosa, neroli, ylang ylang.

Topo da flor: sálvia, orégano.

Folhas: manjericão, eucalipto, melissa, hortelã-pimenta.

Resina: benjoim, mirra, incenso.

Rizoma: gengibre.

Casca: bergamota, limão, laranja.

Raiz: vetiver, nardo.

Sementes: coentro, endro, erva-doce.

Madeira: sândalo, pau-rosa, cedro.

Como os óleos essenciais agem?

            A ação dos óleos essenciais depende da forma utilizada. O olfato é atingido rapidamente pelas moléculas dos óleos essenciais, atingindo o sistema límbico.

            Quando o olfato é estimulado externamente pelas moléculas dos óleos essenciais, estes entram em contato com os receptores olfativos presentes nos epitélios olfativos e nas mucosas das fossas nasais. Estas moléculas são decodificadas como se fossem peças de um quebra cabeça, encaixando especificamente no receptor correspondente no epitélio olfativo.

            Cada uma desses milhões de células nervosas são substituídas a cada 28 dias. Estes estímulos decodificados pelas células nervosas são transmitidos por impulsos elétricos até o bulbo olfatório, que por sua vez, transmite ao sistema límbico, região cerebral que controla a gustação – centro gustativo, a amídala – onde as memórias emocionais são arquivadas e  outras partes que controlam o humor e as identidades registradas mais profundas no decorrer de nossa vida – tálamo, hipotálamo e hipocampo.

            Para abrir este arquivo emocional, onde estão guardados todos os registros, basta um pequeno estímulo, chamado aroma, que tenha semelhança com o aroma na ação ocorrida na época, e que foi carregada de emoção para que este aroma-chave abra o arquivo da memória e da emoção, e o sistema foi acionado.

            A partir disto, a memória olfativa entra em ação, trazendo  a tona todas as sensações tidas no primeiro contato com o aroma chave.

            O sentido do olfato é o único dos cinco sentidos que tem relação com o centro das emoções, o sistema límbico. As sensações como ansiedade, depressão, medo, raiva emanam desta região. Além das emoções, o sistema límbico está conectado a outras partes do cérebro que controlam atividades como pressão arterial, batimentos cardíacos, respiração, memória e níveis hormonais. Os óleos essenciais agem profundamente de forma psicológica quando inalados, demonstrando que há uma reação emocional primeiro, antes do pensamento, em contraste com outros sentidos como o tato, audição, degustação e visão.

            O sistema límbico ativa diretamente o hipotálamo. O hipotálamo é uma das estruturas mais importantes do cérebro, atuando em centros de controle hormonal, enviando mensagens químicas que podem afetar nosso nível energético: do sexo ao simplesmente fato de se vestir. A produção de hormônio do crescimento e neurotransmissores, tal como a serotonina, são governados pelo hipotálamo.

            Os óleos essenciais podem ativar diretamente ambas estruturas: o lobo límbico e o hipotálamo. Por esta razão, os óleos essenciais exercem uma profunda reação e efeito no corpo e na mente. Desta forma, a simples inalação dos óleos essenciais pode auxiliar no combate ao estresse, trauma emocional, como também estimular a produção de hormônios do hipotálamo que resultam em aumento de hormônios da tireóide (nosso hormônios da energia) e hormônios do crescimento (hormônios da juventude e longevidade).

Como os óleos essenciais agem fisiologicamente?

            Os óleos essenciais podem ser utilizados de forma tópica ou através da inalação.

            Quando usados topicamente, eles penetram na pele e seus componentes químicos começam a interagir com o organismo em aproximadamente 27 minutos.

            Eucalipto e Tomilho: absorvidos entre 20 a 40´;

            Citronela, Lavanda e gerânio: absorvidos entre 40 a 60´;

            Além disto, é importante reconhecer que os óleos essenciais irão trabalhar em três formas distintas: farmacológica, fisiológica e psicológica, podendo inclusive agir nas três formas concomitantemente.

            Fisiologicamente, dependendo do óleo utilizado, pode haver sedação ou estimulação do organismo. Serão ainda anti-sépticos, antiinflamatórios, fungicidas, cicatrizantes, estimulantes do sistema linfático, hipotensores, hipertensores, antioxidantes,  depurativos, tônicos circulatórios, adstringentes, entre outros.

 

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